IA Generativa7 de maio de 20267 min de leitura

Arquitetura multiagente em produção: o que aprendi

Um agente que impressiona na demonstração raramente sobrevive ao primeiro mês de uso real. O que sustenta é arquitetura, não prompt.

Especialize antes de orquestrar

Agentes genéricos degradam rápido. Funciona melhor dividir por competência: um agente de recuperação de contexto, um de análise quantitativa, um de redação final — cada um com ferramentas e escopo restritos.

A orquestração fica com um coordenador que só decide rotas. Quando o coordenador também executa tarefas, a rastreabilidade desaparece e depurar torna-se impossível.

Memória é um problema de dados, não de prompt

Empilhar histórico na janela de contexto aumenta custo e reduz precisão. Memória de curto prazo em cache, memória semântica em base vetorial e memória factual em banco relacional resolvem necessidades distintas.

Recuperação com filtro por metadados (cliente, período, domínio) melhora a qualidade mais do que qualquer ajuste de temperatura.

Observabilidade desde o primeiro dia

Registre entrada, ferramentas acionadas, tokens consumidos e avaliação humana de cada resposta. Sem esse traço, não existe forma honesta de afirmar que o sistema melhorou.

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