Dados geoespaciais aplicados a risco climático
Risco climático é um problema espacial antes de ser um problema estatístico. A geografia precisa entrar como variável, não como pano de fundo.
As camadas que sustentam a previsão
Precipitação acumulada, declividade, permeabilidade do solo, densidade de ocupação e histórico de ocorrências formam a base mínima. Índices derivados de imagens de satélite ajudam a capturar mudanças de cobertura que nenhum cadastro registra em tempo.
O recorte espacial importa: agregar por bairro esconde microbacias inteiras. Grades regulares combinadas com limites hidrográficos tendem a funcionar melhor do que divisões administrativas.
Validação temporal, nunca aleatória
Dividir treino e teste aleatoriamente em séries temporais gera vazamento e otimismo. A validação precisa respeitar a ordem cronológica e, idealmente, reservar eventos extremos inteiros para teste.
O produto final é a decisão
Um mapa de risco só gera valor quando chega ao operador com antecedência, granularidade e linguagem compatíveis com o protocolo de resposta. Entregar probabilidade sem recomendação transfere ao usuário um trabalho que é nosso.
Continue lendo
6 conteúdos · sugestões automáticas